Precisei primeiro ir ao salão arrumar meu cabelo e ainda ganhei alguns mimos de brinde como uma bela massagem além de manicure e pedicure. O resultado ficou satisfatório. Assim que entrei no apartamento dei de cara com um Henry sem graça e constrangido.
- Desculpe pela noite passada, sinto muito.
- Isso não vai voltar a acontecer, relaxa. Só passei pra dar um beijo no Gustavo e já tenho que ir ao ensaio – Já perto da porta do quarto escutei um forte suspiro e ele falou um pouco depois em um tom baixo quase inaudível.
- Ficou ainda mais bonita. – Não falei nada.
Cecy me levou até o local das fotos, seria na verdade mais um ensaio do que as definitivas, assim que chegamos a um bar (que ainda estava fechado para o público) notei que também havia um rapaz conversando com uma mulher.
- Aquele é o Fred e vai fazer algumas fotos com você, só toma cuidado com ele tá? É do tipo bad boy. Nunca ficamos sabendo de alguma vez na vida ter namorado sério com alguma garota, mas sempre aparece uma ou outra chorando pelos cantos por ele. – Não dava para ver direito ele estava um pouco longe e o lugar é meio escuro.
- Pode deixar e obrigada pelo aviso, mas comigo não vai rolar, já estou com problemas demais pra pensar nessas coisas agora.
Nas primeiras fotos estava muito tensa por ser o foco das atenções estava difícil relaxar, mas aos poucos começaram a surgir às brincadeiras entre Cecy e o fotógrafo, o clima ficou mais descontraído logo algumas fotos foram feitas mesmo ainda me sentindo desconfortável.
As fotos junto com o Fred seriam no andar superior e lá estava ele com todo seu charme na escada segurando um cigarro entre os dedos, os primeiros botões da camisa aberto e uma gravata com o nó frouxo. Só ai notei como ele realmente era encantador. – Ele lançou um olhar que fez percorrer um frio pela minha coluna e depois percebeu onde meus olhos estavam fixos.
- Não é de verdade, só estamos pensando em fazer uma campanha contra o fumo entre os jovens.
- Entendi... – Foi a única coisa que consegui falar, ele sorriu e levantou-se para que eu passasse e fosse me trocar.
Depois de devidamente apresentados iríamos começar a sessão de fotos como um casal. Não duvidei que muitas se deixar encantar por aquele lindo par de olhos claros, são realmente muito atraentes sem falar no charme de cada movimento.
- Não tem um espelho aqui, droga! – ele reclamou quando me aproximei sem graça depois de colocar o mini-vestido que me foi selecionado. - Odeio gravatas, ela está torta?
- Só um pouquinho para a direita e vai ficar perfeita. – falei enquanto ele me olhava de um jeito muito constrangedor de quem parecia me despir com os olhos.
quinta-feira, 16 de maio de 2013
quarta-feira, 1 de maio de 2013
Tudo resolvido, ou quase...
Na segunda logo pela manhã me arrumo rápido e vou me despedir do Gustavo que está no colo do Henry próximo a porta da sala. – Ver os dois juntinhos ali não imagino como pude ser tão irracional de distanciar os dois por esse tempo. Vou sentir saudades deles por esses longos dois dias. Paro e dou um beijo no meu filho e olho para o Henry que me olha com um jeito que me faz arrepiar. Não sei como depois de todo esse tempo a atração que sinto por ele continua tão forte. – Dou um sorriso para ele tentando parecer indiferente.
- Se cuidem! – Disse ao me encaminhar para fora do apartamento.
A primeira parada na cidade foi à imobiliária e sai com fortes esperanças que logo minha casa estaria vendida por um bom preço depois eu segui para a prefeitura, é lá que eu preciso informar sobre a desistência do emprego. Por um milagre senti fome de comida de verdade então aproveitei a oportunidade e almocei no restaurante, óbvio, já que na minha casa não tem alimento algum.
Quando cheguei fiquei observando e uma pontada de tristeza em saber que terei de me desfazer do meu primeiro imóvel, mas é para um bem maior – a felicidade do meu filho – como será que eles estão sem mim por lá? Aproveito com a desculpa de avisar que cheguei bem e ligo.- Estamos bem Julia, não se preocupe – e foi no final da frase que ouço uma linda risada do Gustavo.
- Ele parece estar se divertindo... – fiz a observação.
- A Dayse está brincando com ele – Uma raiva espalhou pelo meu corpo, não sabia mais o que falar e ele percebeu meu desconforto. – Estão se dando bem Julia, não se preocupe.
- Tá... Cuida bem dele – Idiota – resmunguei ao desligar.
Fui até a casa do Martin, brinquei com a Rebecca e tentei convencê-lo a ajudar com o jantar, mas ele não deixou. Conversamos por algum tempo até ela dormir. Por um momento depois disso pensei que iria rolar alguma coisa entre nós, mas não conseguia desligar minha mente de Bridgeport e voltei para casa. Deitada na minha cama eu adormeci pensando no novo rumo que minha vida pode ter de agora em diante e talvez seja pra melhor, mas antes vou tentar resolver minha vida pessoal. – Tenho que falar com o Henry.
Não tinha mais o que fazer na cidade e na tarde do dia seguinte, depois de olhar pela última vez para a minha casa entrei no meu carro e dirigi à Bridgeport antes do que eu havia planejado. Uma viagem nem muito longa, talvez consiga chegar lá até às duas da manhã. Dito e feito, consegui chegar quase uma da manhã. Entrei no apartamento devagarzinho sem fazer barulho para não acordar ninguém. – Caminhei devagar em direção à cozinha no escuro mesmo e quando cheguei à sala acendi a luz. – Gostaria que o chão se abrisse naquele momento quando percebi um movimento brusco ali perto. Os olhos do Henry e o da coisinha cruzaram os meus. Estavam enroscados praticamente nus no carpete da sala.
- Merda! - A palavra saiu sem querer eu virei rapidamente eu fui para o meu quarto.
- Se cuidem! – Disse ao me encaminhar para fora do apartamento.
A primeira parada na cidade foi à imobiliária e sai com fortes esperanças que logo minha casa estaria vendida por um bom preço depois eu segui para a prefeitura, é lá que eu preciso informar sobre a desistência do emprego. Por um milagre senti fome de comida de verdade então aproveitei a oportunidade e almocei no restaurante, óbvio, já que na minha casa não tem alimento algum.
Quando cheguei fiquei observando e uma pontada de tristeza em saber que terei de me desfazer do meu primeiro imóvel, mas é para um bem maior – a felicidade do meu filho – como será que eles estão sem mim por lá? Aproveito com a desculpa de avisar que cheguei bem e ligo.- Estamos bem Julia, não se preocupe – e foi no final da frase que ouço uma linda risada do Gustavo.
- Ele parece estar se divertindo... – fiz a observação.
- A Dayse está brincando com ele – Uma raiva espalhou pelo meu corpo, não sabia mais o que falar e ele percebeu meu desconforto. – Estão se dando bem Julia, não se preocupe.
- Tá... Cuida bem dele – Idiota – resmunguei ao desligar.
Não tinha mais o que fazer na cidade e na tarde do dia seguinte, depois de olhar pela última vez para a minha casa entrei no meu carro e dirigi à Bridgeport antes do que eu havia planejado. Uma viagem nem muito longa, talvez consiga chegar lá até às duas da manhã. Dito e feito, consegui chegar quase uma da manhã. Entrei no apartamento devagarzinho sem fazer barulho para não acordar ninguém. – Caminhei devagar em direção à cozinha no escuro mesmo e quando cheguei à sala acendi a luz. – Gostaria que o chão se abrisse naquele momento quando percebi um movimento brusco ali perto. Os olhos do Henry e o da coisinha cruzaram os meus. Estavam enroscados praticamente nus no carpete da sala.
- Merda! - A palavra saiu sem querer eu virei rapidamente eu fui para o meu quarto.
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