A semana começou como outra qualquer com as mães trazendo e
buscando as crianças entre elas, é claro, a Estella.
Na quarta-feira bem no final do meu horário de trabalho o
meu telefone tocou e era um numero desconhecido.
- Alô?
- Oi Lia, fiquei de te ligar para lembrar sobre a
apresentação do mágico. Vai ser amanhã, vocês vem? – Com certeza eu estaria um
bagaço, mas seria bom pro Guto um pouco de diversão depois do final de semana
sem passear.
- Claro que sim e obrigada por avisar.
Assim que outro dia passou corri para tomar um banho e me
arrumar e arrumar o Gustavo provavelmente chegaria em cima da hora, acho que
preciso urgentemente comprar um carro em suaves prestações, por que assim não
está dando certo.
Quando chegamos estava guardado um lugar para
nós dois perto do palco. Deixei o Gustavo ali brincando em cima da toalha e
olhava enquanto o mágico subia ao palco. – Era o mesmo que eu fui à
apresentação em Bridgeport
Claro que a plateia sempre é convidada a participar de algum
truque e dessa vez foi a minha vez. Tentei recusar, mas foi pior
quando a própria plateia insiste para aceitar o convite. Não me sinto
confortável aparecendo em publico dessa forma desde que eu vim de Bridgeport
sempre parece que o Henry vai aparecer e descobrir sobre meu filho. Uma mulher assistente da produção veio ficar com o Guto para que eu subisse ao palco e mesmo desconfiada de deixa-lo ali vi o Moisés acenando positivamente com a cabeça. Ainda
percorri com os olhos pra ter certeza que não precisaria sair dali correndo.
Tudo ok, mesmo assim não via a hora de sair de lá de cima.
Ainda vi o Guto lá de baixo me chamando com as mãozinhas
Assim que terminou o Moisés fez um gesto para que eu
esperasse um pouco e passado alguns minutos ele veio ao meu encontro perguntar
se havíamos gostado e se precisávamos de alguma coisa. Agradeci por tudo e até
gostaria de ficar mais um pouco mesmo estando cansada, mas o Gustavo já
mostrava sinal de sono.
- Deixa para uma próxima vez, mesmo assim obrigada.
- Posso te levar até sua casa se quiser. – Quase disse não
já que eu nem morava tão longe dali mesmo, mas por que mesmo faria isso?
- Se não for te atrapalhar eu aceito. –
- Eu só vou pegar as chaves e minhas coisas. Já volto.
Ele chegou e estacionou o carro atravessando na calçada para
que saíssemos. –
- Está entregue disse fechando a porta assim que eu desci do
carro.
- Tenho que colocar ele pra dormir, gostaria de entrar? Não
tenho nada de alcoólico já que aqui o que mais se toma é leite, mas se
quiser posso fazer um suco.
- Não se preocupe, não quero incomodar, mas aceito o convite para entrar.
Levei meu pequeno para o quarto enquanto ele esperava na
sala toda bagunçada por sinal.
- Desculpe a bagunça não deu tempo para arrumar nada por
aqui.
- Acha mesmo que com você aqui eu iria olhar para alguma
outra coisa? – Meu coração quase saltou para fora da boca quando ele começou a passar as mãos nos meus cabelos e foi aproximando devagar talvez com medo de eu não estar a fim. Eu sei o que eu queria só não sabia se era o certo a se fazer.
– Sabe eu moro sozinha com um bebê e cuido de outras crianças... E se
começassem a falar mal de mim? Já cheguei à cidade sozinha, grávida e eu preciso muito do meu emprego. Quer
saber? Melhor não pensar. Tomei a iniciativa e o beijei.
Deixamos nossas roupas pelo caminho até meu quarto eu o puxei para minha cama e deixei
acontecer. – Claro que nunca mais faria isso sem as devidas precauções. – embora eu estivesse muito a fim e por mais que eu tentei não foi como na minha expectativa.
Não a culpa não era dele a culpa era minha. Culpa do meu corpo e da minha
mente que sabia que ele não era quem eu queria que fosse. Também não foi tão ruim assim eu só precisava ter relaxado um pouco mais.
Eu ainda permaneci um pouco acordada mas depois de um tempo eu adormeci.
Acordei poucas horas depois sentindo um beijo nos meus
cabelos e suas mãos percorrendo meu ombro e minhas costas.
- Eu tenho que ir. – sussurrou baixinho.
- Que horas são? – Perguntei ainda com preguiça sem conseguir ao menos abrir direito os olhos.
- São cinco e meia, mas eu tenho que passar em casa primeiro
pra tomar um banho e me arrumar. Não posso chegar ao trabalho com a mesma roupa
que usei ontem.
- Eu vou levantar também. Tenho que arrumar a casa antes das
crianças chegarem. Quer pelo menos um café antes de ir? – Na verdade eu queria
mesmo é dormir por mais meia hora.
-Não eu estou bem. – Só o senti levantar da cama e dormi
novamente e só acordei uma hora depois com o Gustavo chamando do seu quarto.



























