Sexta feira é o dia mais cansativo. - Sair do SPA sem mal dar tempo para o lanche e correr para o barzinho mais mal freqüentado da cidade e servir de novo a noite toda bebidas para aqueles sujeitos estranhos e mal encarados.
Quando foi assumir seu posto no bar ela notou o rosto conhecido.
- Identidade, por favor. É proibida a venda de bebidas para menores de 18. – Ela começou puxando brincadeira – Quando ele levantou o rosto para encarar ela notou um pequeno machucado em seu rosto
- Agora se mete em brigas também? Virou delinqüente bebê? – Por isso esta freqüentando esse lugar?
- Não briguei com ninguém, esta bem? Me da à bebida e me deixe em paz. – Ela assim fez mesmo contrariada, mas como já havia dito não era babá e aquilo não era da sua conta.
- OK prefere “O Grande Erro”, “Cabeça de Lhama” ou “Joelhada”?
- Acho que tenho Cabeça de Lhama cometi um “Grande Erro” e merecia uma “Joelhada” no lugar do machucado, então manda os três... – E ele continuou ali apenas bebendo sem falar mais uma única palavra a não ser pedir bebida atrás de bebida. – Muito tempo depois já na hora de fechar ele não parecia com vontade de sair dali e nem com condições de voltar para casa sozinho e ainda mais dirigindo.
- Vamos pra casa bebê – Ela disse já o empurrando porta afora.
- Não quero ir pra casa – Ele resmungou
- Não posso te levar pra sua casa gracinha ir e voltar ocuparia muito tempo e amanhã acordo cedo. Cada minuto de sono é precioso pra mim – Vamos pra minha casa.
Deveria ser um louco mesmo por ir com um carro daquele em um lugar tão estranho.
- Ta com cara de enjôo então se você for vomitar faz o favor de virar o rosto pro outro lado – Ela disse assim que assumiu a direção.
- Não vai contar como conseguiu esse ferimento ai no rosto? Caiu porque anda bebendo mais que deveria?
- Eu não briguei ou cai, está bem? – Ele disse depois fez uma careta – Ela que brigou comigo. Na verdade nem foi uma briga, foi só um abajur que a Monique jogou em mim na terça – Esse foi o dia que estive lá e eles pareciam estar tão animadinhos – Ela pensou.
Economizou um tempo precioso para ela ter voltado de carro. – Logo que chegou Julia deu a ele um café bem forte e o levou para o quarto.
- E por que ela te jogou o abajur mesmo? – Ela insistiu no assunto enquanto arrumava o travesseiro, mas ele já estava dormindo o que não a impediu de perguntar novamente e iria jogá-lo da cama se fosse preciso para obter a resposta.
- É que... Bem, eu... Eu cometi digamos “um grande erro” com ela quando estávamos a sós e ela ficou fula... – Ele disse virando a cabeça um pouco para responder. As últimas palavras saíram tão baixas que mal deu pra se ouvir – Que grande erro teria sido?
Julia é curiosa, mas o cansaço sempre a vence no final. Ela acomodou-se ao seu lado na cama – Acordou no dia seguinte tão bem descansada e confortável quando se deu conta que tinha um braço a envolvendo.
Levantou-se devagar e foi fazer um café e voltou para acordá-lo. Ele passou pelo quarto olhando para um lado e outro aquela bagunça e não se conteve
- Como consegue encontrar alguma coisa no meio de tanta bagunça? Deve ter algum bicho morando aqui junto com você.
- Por quê? Você viu o Mark por ai?! Sabe ele sempre aparece e é quase meu rato de estimação então achei que estava na hora de dar um nome.
- Mark?! Está falando sério?
- Claro, eu o chamo assim porque eu li uma história que tinha um personagem com esse nome. Não que o personagem fosse feio, pelo contrário, mas já que não tenho um de verdade... Ele costuma ficar naquele monte de roupa suja bem ali... – Ela disse com ironia. -Não enche tá? Ao contrario de certas pessoas eu não tenho tempo, nem empregada e eu entendo muito bem a minha bagunça organizada.
Seu telefone tocou novamente e ele se despediu com pressa - Obrigada por tudo e desculpe pelo trabalho que te dei, agora preciso mesmo ir. - Ele disse enquanto saia.
Seu telefone tocou novamente e ele se despediu com pressa - Obrigada por tudo e desculpe pelo trabalho que te dei, agora preciso mesmo ir. - Ele disse enquanto saia.








