- Minha nossa como eu consigo fazer tanta bagunça em tão
pouco tempo? Roupas sujas e tudo quanto é bagunça por todo quarto, tirando a
louça e o banheiro imundo... Eu até limparia tudo, mas tenho que ir trabalhar.
Quem sabe de tarde... Ou não...
- Pronto Safira sua comida está ai e agora eu tenho que ir,
mas logo estarei de volta. Eu agradeço se não destruir meus móveis ou que não
use meu sofá como caixa de areia.
Fez seu curto trajeto até o trabalho e ficou contando as
horas para voltar pra casa. – Na volta sentiu uma sensação estranha de que
estava sendo observada. – Olhou desconfiada para todos os lados, mas não viu
nada demais.
- Deve ser impressão – E seguiu em direção ao prédio que
mora, mas sentiu-se mais segura assim que entrou no elevador.
- Nada do Henry – Notou assim que deu uma olhada rápida pela
casa.
Cuidou da Safira novamente, conferiu as mensagens e tentou
ligar para ele – Nada...
- Que folgado! Eu não tenho essa obrigação.
Ainda tinha o restante da tarde livre, mas preferiu ficar em
casa. Mas assim que anoiteceu desistiu de ficar ali trancada se sentindo uma
idiota.
- Ele já é bem grandinho e não sei por que estou assim. Deve
estar por ai se divertindo, ou fazendo plantão... Não é da minha conta.
Seu telefone tocou algum tempo depois e o numero era
desconhecido.
- Alô?
- Julia? Aqui é o Dwight. Peguei seu telefone no trabalho –
Disse se justificando –Está a fim de um cineminha hoje?
- Claro eu estava mesmo querendo sair de casa um pouco. Que tal às sete? – Depois de combinado ela
desligou por que na verdade qualquer lugar seria melhor do que ficar ali
sozinha – Arrumou-se e deu uma retocada básica na maquiagem e passou um perfume.
– Perfeito.
Subiu até o térreo e a sensação de estar sendo observada
reapareceu. – Dessa vez não demorou até ver uma pessoa de rosto um pouco
familiar ir a sua direção. Sentiu uma estranha sensação de frio na barriga
quando notou o seu aspecto nada amigável.
- Onde aquele filho de uma mãe está? Eu sei que ele está com
você – Disse esbravejando.
-Não sei do que está falando, agora pode me dar licença?
- Claro que sabe! –O Henry! Onde ele está? Nem trabalhar eu
sei que ele não foi. Só pode estar ai com você.
- Não sei de ninguém, se não sabe onde seu
namorado está o problema não é meu. Agora eu tenho um encontro, com licença. –
Disse desviando e indo para a saída.













