Começou a esfriar e ela entrou na barraca com os cobertores
para arrumar e ele continuou ali fora.
- Henry?
- Oi – Ele estava de costa e não virou.
- Não vai entrar? Hoje está mais frio que os outros dias.
- Aqui está bem quentinho, qual o problema as cobertas não
são o suficiente pra você? Pensei que com o fogo aceso não sentiria tanto frio.
- Mesmo assim ainda está frio e não quero ser culpada por
você congelar ai fora ou pegar uma pneumonia.
- Você que está correndo risco de adoecer nesse frio e com
essa roupa, mas quem manda ser teimosa?
- Eu já disse que não sabia... Não vai dormir?
- Vou ficar acordado mais um pouquinho – Ele levantou e foi
pegar um copo com uma bebida que tinha em cima da mesa.
- Bebendo o que?
- Um vinho branco. Ajuda a aquecer e relaxar também.
- Então se não se incomoda vou te fazer companhia – Disse
enquanto pegava um copo para si. – Você está bem?
- Estou, mas ver o local do acidente dá tanta saudade, mas
se não se incomoda não quero falar sobre isso.
- Tudo bem e que tal falarmos como essa fogueira não está
adiantando muito e continua muito frio e devemos ir dormir na barraca?
- Então dessa vez eu estou convidado?
- Sempre foi convidado para dormir você que não
quis... Mas só pra dormir. – Disse sorrindo.
Eles entraram e ficaram embaixo das cobertas e ele manteve
uma distância segura. Ela chegou bem pertinho e puxou o braço dele para que a
envolvesse e só então ele se aproximou e ficou ali quietinho até no momento em
que passou sua mão pelo seu braço e sentiu sua pele arrepiada.
- Ainda com frio Jully?
- Não... É sua respiração na minha nuca que esta fazendo
isso. – E ela retribuiu o carinho passando sua mão pelo braço quentinho dele.
- Não provoca vai! Ou não respondo por mim.
- Que tal só mais hoje? Aceita a proposta? – Ela disse
depois de virar para encara-lo
Ele não pensou duas vezes e a apertou contra si unindo seus
lábios e matando toda saudade que ele sentia do gosto da sua boca e suas mãos
sentiam de percorrer aquela pele macia e cheirosa. Tudo tão perfeito que nada
poderia estragar aquele momento, mas ela lembrou-se de um detalhe e mesmo assim
estava tudo tão bom que ela nem precisou fazer tanto esforço para esquecer logo
em seguida, afinal só aquela noite de descuido não iria ter problema.
A noite acabou sendo rápida demais para os dois que
acordaram com o calor que fazia na barraca. – Hora de voltar à vila.
Eles voltaram para o acampamento e a primeira coisa a fazer
foi tomar um banho bem refrescante para tentar tirar toda aquela poeira do
corpo. Depois fizeram uma alimentação decente era finalmente a hora de a Julia
fazer algum turismo, comprar pelo menos alguma lembrancinha antes
de partirem.
- Olha Jully eu vi e
lembrei-me de você – Ele disse mostrando um embrulho de presente e dentro dela
uma maçã fossilizada como a que ela tinha visto em sua casa.
- Obrigada Henry eu adorei.
E no final da mesma tarde eles embarcaram no avião de volta
pra casa.











